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VOCÊ SABE O QUE É PANELA ABERTA?

Curiosidades - Postado por admin no dia 30 de agosto de 2017

No Clube Minas Gerais, é assim:

Imagine todo domingo pela manhã, uma galera de “atletas” se reunindo na porta da sede campestre, onde pode-se identificar garotos, juvenis, pais e filhos, trintões, quarentões, cinquentões e até sub 70 (que diga o Dr. Nelson), todos esperando a oportunidade de serem sorteados para jogar a grande e primeira “pelada” do dia, independentemente de terem trinta anos de clube ou se chegaram um mês atrás.

Esta é a lógica para todos os associados que adoram a prática do futebol de lazer sem discriminação. O trança-trança nos gramados da sede campestre, nas manhãs de domingo, com atletas uniformizados (coletes coloridos), bolas novas, campo marcado, grama natural aparada, redes esticadas, árbitro, gandulas, a galera de fora do gramado cornetando as “bolas-fora” e aplaudindo as “jogadas de craque” e até torcida assistindo ao espetáculo, nada mais é do que o local ideal para exercitarmos a amizade e o companheirismo, o “fair-play”, o respeito ao ser humano, o bom senso, a educação e, sobretudo, o espírito de família.

Aplaudimos quem fez o gol mais bonito, se foi minha equipe ou a sua que venceu a partida, se a jogada antológica foi do “Zé” ou do “Mané”, queremos mesmo é comemorar sempre, ter motivos para alimentar nossos corações ainda juvenis para voltar à sede campestre no próximo final de semana para mais uma rodada das “peladas” dominicais.

A festa começa antes mesmo da bola rolar, o encontro dos “atletas, juntos e misturados”, cheios de futebol para dar, vem acompanhado da célebre promessa “hoje eu vou arrebentar a boca do balão”. O vestiário se torna na verdade um camarim, onde vestir o manto sagrado -“os coletes” – torna-se um preparo especial, sem falar no aquecimento “puxado” para entrar em cena.

Quando o árbitro apita o começo da primeira “pelada”, começa o espetáculo. A partida de futebol apresenta-se simplesmente como mais uma etapa de todo o ritual, no qual os associados podem jogar quantas “peladas” eles aguentarem durante o dia. Tudo é festa, a resenha à beira do gramado, enquanto se espera a vez de jogar, o  retorno aos vestiários para o delicioso e relaxante banho. É lá que, como já dizia nosso pré-histórico peladeiro “Lupa”, a resenha continua a se desenrolar e onde prometem-se calorosos debates entre os boleiros no conto das vantagens e da culpa de todos os lados, menos a sua, indo parar no quiosque dos peladeiros, no restaurante ou na piscina, regados a muita cerveja.

Esta é a lógica repetida por mais de cinquenta vezes ao ano, entre todos os peladeiros e quem mais que queira participar desta “panela aberta”, onde quem chegou recentemente, viu, gostou, jogou e se enturmou, passa a fazer parte da grande família do Clube Minas Gerais e do seleto escrete de peladeiros do nosso clube.

E para coroar a esta performance dos “atletas dominicais” que acontece todos os finais de semana, o fechamento do ano é sempre regado a um grande encontro de confraternização entre peladeiros e seus familiares, renovando o compromisso de estarmos todos juntos no próximo ano.

Sejam todos bem-vindos e no Minas Gerais é assim!!!

Ricardo Zadra

Peladeiro pré-histórico

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